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terça-feira, 3 de maio de 2011

Casa dos Bicos


Por Bruna Santos

A Casa dos Bicos, também conhecida por Casa de Brás de Albuquerque, foi construída em 1523, a mando de D. Brás de Albuquerque, sendo destinada a habitação. Situa-se a oriente do Terreiro do Paço.
A sua fachada é revestida de pedra em forma de ponta de diamante, os "bicos", sendo um exemplo único de arquitectura civil residencial no contexto arquitectónico lisboeta. Os "bicos" demonstram uma clara influência renascentista italiana. Na verdade, o proprietário da Casa dos Bicos mandou-a construir após uma viagem sua a Itália, onde terá visto pela primeira vez o Palácio dos Diamantes. No entanto, a distribuição irregular das janelas e das portas, de dimensões e formatos distintos, conferem-lhe um certo encanto, reforçado pelo traçado das janelas dos andares superiores.
O terramoto de 1755 acabou por destruir este edifício, nomeadamente os dois últimos andares. A família Albuquerque vendeu-a em 1973, tendo até então sido utilizada como armazém e como sede de comércio de bacalhau.
Em 1983, por iniciativa do comissariado da XVII Exposição Europeia de Artes, Ciência e Cultura, foi reconstruída (foram acrescentados os dois andares que haviam sido destruídos), tendo servido como local de exposições. Na Casa dos Bicos funcionam, actualmente, serviços da Câmara Municipal de Lisboa. Contudo, os representantes da Câmara e da Fundação adiantaram que a Casa estará aberta a Lisboa e à Cultura, que será um centro de debates de ideias, encontros literários, apresentações de livros, recitais, projecções de cinema não comercial, exposições e outras propostas. Cinco andares para a cultura e para o debate cívico no centro de Lisboa: esse é o projecto da Fundação José Saramago para a Casa dos Bicos, desta forma restituída ao uso público.
Morada: Rua dos Bacalhoeiros - 1100-135 Lisboa
Telefone: 218 810 900


sábado, 30 de abril de 2011

Arco Triunfal da Rua Augusta

Por Carolina Santos

O Arco Triunfal da Rua Augusta situa-se na zona norte da Praça do Comércio. É considerado Monumento Nacional desde 1910.
Em 1755 começaram a existir as primeiras ideias para a sua construção, embora esta só tenha tido início em 1775. Porém, o monumento que hoje conhecemos (e com tanto prazer observamos), de estilo neoclássico, não é o projecto inicial, com assinatura de Eugénio dos Santos. A “primeira versão” nunca chegou a ser concluída e facilmente foi demolida em 1777. Só em 1873 se iniciou de novo a sua edificação, com autoria do arquitecto Veríssimo José da Costa, e dois anos depois as obras estavam realmente concluídas.
No seu topo encontra-se a representação da Glória, coroando o Génio e o Valor. Já num plano inferior, podemos reparar numas fantásticas esculturas de Nuno Álvares Pereira, Viriato, Vasco da Gama e Marquês de Pombal.
Na parte superior está inscrita uma frase que faz alusão à grandiosidade do povo português na época dos descobrimentos.
Qualquer turista que chegue a Lisboa ficará, com certeza, boquiaberto com tamanho monumento. É, sem dúvida, a melhor porta de entrada que podíamos ter.

Fotografia de Carolina Santos

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Teatro da Trindade

Por Carolina Santos

O Teatro da Trindade é uma sala de espectáculos situada na zona do Chiado, mais precisamente na Rua Nova da Trindade, perto do Largo do Carmo.
Este teatro foi construído no século XIX e é actualmente um pólo intelectual de extrema importância na cidade de Lisboa.
Anualmente, esta sala de espectáculos oferece aos seus visitantes diversas peças para miúdos e graúdos. Nele já foram feitos alguns dos melhores espectáculos, como é o caso de Os Maias.

As escolas recorrem frequentemente às peças exibidas no Teatro da Trindade para poderem complementar os seus planos curriculares e aprofundar os conhecimentos dos alunos sobre as obras em estudo.
É fundamental não deixar morrer este tipo de emblemas culturais, que tão bem expressam a riqueza da cultura portuguesa.

Ir ao teatro é, sem dúvida, uma forma de enriquecimento pessoal e cultural.

Acompanhe as peças que estão em cena no Teatro da Trindade através da nossa agenda cultural.

domingo, 3 de abril de 2011

Igreja dos Italianos

Por Bruna Santos

 A Igreja de Nossa Senhora do Loreto (ou dos italianos), situada no largo do Chiado, tem origens em inícios do século XIII, e a sua construção deve-se a um pedido da comunidade italiana residente em Portugal. Contudo, a Igreja actual data de 1676, uma vez que parte da primeira edificação foi destruída em 1651, com um incêndio. O célebre terramoto de 1755 volta a causar grande destruição, obrigando à sua restauração alguns anos depois.
Quem a visita poderá vislumbrar a nave central, onde se situam as doze capelas laterais com os doze apóstolos, revestidas de mármore italiano. A fachada principal é famosa pela imagem de Nossa Senhora do Loreto e pelas armas pontifícias de Borromini (século XVII). Este monumento possui ainda um órgão de tubos datado do século XVIII.

Informações úteis

Horários das missas:
Sábado: 8h30; 12h00; 17h15
Domingo: 9h00; 13h00; 17h15; 20h00
Segunda a sexta-feira: 8h30; 12h00; 17h15; 19h15

domingo, 27 de março de 2011

Rua Garrett

Por Carolina Santos

A Rua Garrett, para além de ser uma das ruas mais conhecidas de Lisboa, é o centro do Chiado. No século XX, foi ainda considerada como o pólo intelectual da cidade ribeirinha. Ligando o Largo do Chiado à Rua do Carmo, a Rua Garrett é fonte do grande comércio lisboeta. O café “A Brasileira”, por onde passaram grandes nomes da cultura portuguesa do século XX, e a primeira livraria Bertrand, fundada em 1732, são lugares de destaque deste magnífico local.
A agitação e a alegria são características únicas da Rua Garrett.

Rua Augusta

Por Bruna Santos

Considerada uma das ruas mais conhecidas de Lisboa, a rua Augusta é fechada ao trânsito desde os anos 80 e, como tal, convida a um passeio pelas diversas lojas e espaços de restauração. Nos seus dois extremos encontram-se a Praça do Rossio e a Praça do Comércio. As ruas paralelas à Rua Augusta dizem respeito aos ofícios/materiais que antigamente existiam nelas, tais como a Rua dos Sapateiros, Rua da Prata e Rua do Ouro. É possível observar, ainda, vários artistas de rua, artesãos e vendedores ambulantes.

Apesar de o terramoto de 1755 ter destruído parte deste local, o estilo arquitectónico levado a cabo pelo Marquês de Pombal é visível nos vários edifícios, que continuam intactos e bem preservados. O Arco Triunfal, classificado como Monumento Nacional desde 1910, é exemplo disso: o corpo central do arco apresenta uma decoração de caixotões esculpidos e uma roseta que assinala o fecho do arco de volta inteira; o lado virado para a Rua Augusta apresenta um relógio monumental, ornamentado com motivos vegetalistas, enquanto que no lado virado para o rio se pode observar o escudo real com as armas de Portugal.

Igreja Paroquial da Nossa Senhora da Encarnação

Por Carolina Santos

 
A Igreja da Encarnação está situada em pleno centro da cidade de Lisboa, no magnífico e conhecido Largo do Chiado. Inaugurada a 1708, foi mandada edificar por D. Elvira de Vilhena, Condessa de Pontével.
Para a construção desta igreja, foi necessária a demolição de parte da Muralha Fernandina do século XIV e de uma torre de vigia. Com o terramoto de 1755, o monumento foi maioritariamente destruído. As obras de restauro iniciaram-se em 1784 e apenas terminaram em 1875, um século depois. O plano de reconstrução foi feito pelo Arquitecto Manuel Caetano de Sousa, sob orientação do Marquês de Pombal, e procedeu-se a uma significativa alteração da sua arquitectura inicial.
A fachada da Igreja da Nossa Senhora da Encarnação apresenta um estilo Neoclássico e figuras de Santa Catarina que faziam parte da antiga porta medieval. No interior encontra-se uma fantástica escultura de Nossa Senhora da Encarnação, de Machado de Castro.

Contactos
Morada: Largo do Chiado, nº15
              1200-108 Lisboa
Telefone: +351213424623
 

Igreja do Sacramento

Por Bruna Santos

A Paróquia do Santíssimo Sacramento, inaugurada em 1584, é considerada "um grito da fé do Povo de Lisboa".
Quem visita a igreja, reconstruída após o terramoto de 1755, pode constatar que é a única em Lisboa virada para poente, sendo que o seu pórtico, voltado para oriente, pretende transmitir a importância da luz ("o sol que ilumina e é a fonte de vida, do cristão e da Igreja").
Após o terramoto, a igreja, sem obras de conservação durante muito tempo, ficou num estado de pré-ruína. Actualmente, a Paróquia dos Mártires, da qual pertence, apela à generosidade do povo de Lisboa (e não só) para que se possa ser feito o seu restauro e as obras necessárias. 

Para quem visita...

Todos os elementos decorativos convergem para a misteriosa presença de Cristo na Eucaristia.
No sacrário, é possível vislumbrar uma enorme tela da Ceia do Senhor, bem como diversas figuras de anjos em adoração ao Cordeiro Pascal. Nas paredes laterais, oito telas representando os quatro Evangelistas os quatro Doutores Maiores da Igreja. No tecto, a Pomba do Espírito Santo, rodeada por símbolos da Eucaristia.
Pode, ainda, observar-se imagens barrocas provenientes dos Conventos vizinhos, tais como a de São Miguel, a de Nossa Senhora de Fátima e do Sagrado Coração de Jesus, diante da qual foi feita a consagração da Freguesia do Sacramento. De enfatizar, também, as 8 lanternas em prata e o órgão ibérico no coro-alto.
A visita poderá ser concluída com a apreciação dos tectos das sacristias, dos célebres azulejos que decoram as salas das tribunas e da talha do monumental trono.


Contactos

 Calçada do Sacramento,
11 1200-393 Lisboa
Telefone: 213 425 369
E-mail: igrejadosacramento@net.vodafone.pt

Informações úteis

Abertura e Fecho:

  • Segunda a sexta-Feira: das 12h às 17h
  • Sábado: das 15h às 18h
  • Domingo: das 15h às 19h

Horários das Missas:

  • Segunda a Sexta Feira: 16h15
  • Sábado (dominical): 17h
  • Domingo: 16h15 e 18h (em latim)

Elevador de Santa Justa

Por Carolina Santos

Conhecido por ser um dos monumentos mais interessantes da cidade de Lisboa, o Elevador de Santa Justa, também designado como Elevador do Carmo, foi criado por Raoul Mesnier du Ponsard, um engenheiro português de origem francesa. O monumento foi inaugurado a 10 de Julho de 1902, altura em que ainda trabalhava a vapor, e só por volta de 1907 começou a funcionar a energia eléctrica.
O Elevador de Santa Justa liga a zona da Baixa ao Bairro Alto, subindo aproximadamente 45 metros. Tem capacidade para transportar 45 passageiros em cada cabine, sendo constituído por duas feitas de madeira com pormenores em latão.
Ao nível do design, o primeiro elevador vertical de Lisboa a prestar um serviço público apresenta um estilo neogótico romântico e é constituído inteiramente por ferro fundido.
No topo deste ponto de visita obrigatória encontra-se um café, que oferece aos seus visitantes uma fantástica vista sobre o Rossio, a Baixa de Lisboa, o Castelo de São Jorge, as ruínas da Igreja do Convento do Carmo e o Rio Tejo.

Quem quiser subir neste magnífico monumento, pode comprar o seu título de transporte na bilheteira que se encontra atrás do Elevador, nos degraus da Rua do Carmo. O bilhete é válido para duas viagens e tem um custo de 3 euros.

Não deixem de o visitar!

 Fotografia de Carolina Santos
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